A marca muda constantemente, um novo nome de plataforma, um novo token, uma nova tecnologia alegada, mas a estrutura subjacente por trás da maioria dos golpes de investimento em criptomoedas não muda. Reconhecer a estrutura importa mais do que reconhecer qualquer marca específica, já que um novo nome pode aparecer na semana seguinte ao fechamento do anterior.
A plataforma de retorno fixo
Essa estrutura promete um retorno constante e irrealista, independentemente das condições de mercado. Saques iniciais costumam ser honrados para gerar confiança e incentivar depósitos maiores. Os saques então desaceleram, são atribuídos a problemas técnicos, e por fim param completamente, com frequência acompanhados de uma queda súbita da plataforma ou de um alegado incidente de segurança usado para justificar o congelamento.
A abordagem do relacionamento primeiro
Uma oportunidade financeira só é apresentada depois de semanas ou meses de confiança construída, muitas vezes por meio de um aplicativo de relacionamento, plataforma de mensagens ou contato em redes sociais. Como o relacionamento parece genuíno para a vítima, o eventual pedido de investimento fica mais difícil de reconhecer como fraudulento, e as vítimas costumam relutar em denunciá-lo mesmo depois de perceber que algo está errado.
A abordagem de personificação de marca
Essa estrutura toma emprestada a credibilidade de uma empresa real e reconhecida, uma exchange, um fundo, ou uma figura conhecida do setor, geralmente por meio de um site clonado, um canal de suporte falso, ou um endosso manipulado. A vítima acredita estar lidando com um nome legítimo e estabelecido, e não com uma operação sem qualquer vínculo usando essa identidade sem permissão.
Reconhecer qual dessas três estruturas está em jogo não evita todas as perdas, mas ajuda alguém razoavelmente desconfiado a agir mais rápido, o que melhora de forma concreta as chances de uma investigação útil caso a perda já tenha ocorrido.